12ª Conferência Nacional de Apraxia de Fala na Infância: conhecimento que conecta, cuidado que transforma - ABRAPRAXIA

12ª Conferência Nacional de Apraxia de Fala na Infância: conhecimento que conecta, cuidado que transforma

Com 1.072 inscritos, o evento promovido pela ABRAPRAXIA reuniu profissionais e famílias para conectar ciência, prática clínica e educação e ampliar o olhar sobre a AFI.

Nos dias 26 e 27 de setembro de 2026, o Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, recebeu a 12ª Conferência Nacional de Apraxia de Fala na Infância. A edição registrou 847 inscritos na modalidade presencial e 225 na online, reunindo fonoaudiólogos, familiares, estudantes e profissionais da saúde e da educação.

Durante os dois dias, a programação trouxe diferentes perspectivas sobre a Apraxia de Fala na Infância (AFI), suas relações com o desenvolvimento infantil e as necessidades de crianças, adolescentes e famílias. Ciência e experiências cotidianas se encontraram em discussões sobre avaliação, intervenção, aprendizagem, comunicação e redes de apoio.

 

Conhecimento internacional e adaptação para o português brasileiro

O Curso Internacional Pré-Conferência abriu a programação com o Nuffield Dyspraxia Programme – NDP3, conduzido pela Dra. Pam Williams, do Reino Unido, com tradução simultânea. Voltado aos fonoaudiólogos, o curso abordou os fundamentos do programa, a avaliação e a intervenção, conectando conhecimento teórico à prática clínica.

A programação também destacou a tradução e a adaptação do NDP3 para o português brasileiro. A Dra. Aline Mara de Oliveira apresentou aspectos da adaptação, da avaliação e da aplicação clínica, enquanto Ana Carolina Steiner Stüpp compartilhou sua pesquisa de mestrado sobre a adaptação do programa.

Esse diálogo entre a trajetória internacional do NDP3 e o trabalho desenvolvido no Brasil foi um dos destaques da formação.

 

Ciência, aprendizagem e cuidado em diálogo

Na abertura da Conferência, a psicóloga Juliana Salum apresentou a reflexão “Por que precisamos de aldeias?”, trazendo ciência e afeto para o olhar sobre quem cuida. A palestra colocou em evidência a importância das redes de apoio e do cuidado com as famílias.

Em seguida, a Dra. Elisabete Giusti abordou a práxis e a integração entre cognição, ação e comunicação, introduzindo uma perspectiva que atravessou os debates desta edição.

O domingo começou com a apresentação anual da ABRAPRAXIA. Na sequência, a Dra. Pam Williams compartilhou cinco décadas do Programa Nuffield de Dispraxia, relacionando prática clínica e pesquisa científica. As Dras. Luanda A. Collange e Vania Lima discutiram as evidências atuais e as perspectivas da neuromodulação não invasiva na prática clínica e fonoaudiológica.

O painel “O universo da práxis” ampliou as discussões para a aprendizagem e o contexto escolar. O Dr. Jaime Zorzi abordou neurociência, aprendizagem e preparação da escola e dos professores. A Dra. Márcia Maria Toledo apresentou a psicomotricidade como fundamento para a aprendizagem, e Natalia S. Tulli trouxe as praxias manuais e a funcionalidade na escola. A mediação plenária foi conduzida pela fonoaudióloga Monique Ferro.

No painel “Da teoria à prática”, a Dra. Beatriz Borba Casella discutiu a contribuição da avaliação neuropediátrica para o diagnóstico da AFI. As Dras. Adriana G. Castro Borges e Ana Carla E. Vogeley compartilharam experiências da fonoaudiologia na vida real, aproximando os conteúdos dos desafios encontrados no atendimento cotidiano.

 

Encontros que fortalecem a comunidade

Além do conteúdo científico, a Conferência é um espaço de convivência e troca. Profissionais e famílias puderam compartilhar experiências, fortalecer vínculos e construir novas conexões.

A apresentação cultural de dança de pessoas com deficiência trouxe arte e expressão à programação, proporcionando um momento de descontração e celebração entre os participantes.

Para a ABRAPRAXIA, reunir essa comunidade faz parte de um compromisso contínuo com a formação profissional, o acesso à informação e o apoio às famílias. O encontro entre diferentes áreas e vivências contribui para um olhar mais amplo sobre crianças e adolescentes com AFI e suas possibilidades de comunicação, aprendizagem e participação.

Agradecemos aos palestrantes, participantes, patrocinadores, expositores, parceiros, voluntários e à equipe que tornou a 12ª Conferência possível.

 

Os dois dias de encontro deixam conhecimentos, reflexões e conexões que seguem nas famílias, nos consultórios e nas escolas, dando continuidade ao trabalho coletivo por quem vive com AFI.

Publicado em 30 de setembro de 2026.

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