Apraxia de Fala: quando os profissionais devem suspeitar deste diagnóstico?

Publicado em: Aconteceu, 27/11/2018 15:12

  • Crianças com 2/3 anos não-verbais (que não falam);
  • Crianças que não imitam;
  • Crianças que tem dificuldade na mobilidade dos orgãos fonoarticulatórios;
  • Crianças que tem dificuldades na produção das vogais e tem pequeno repertório de consoantes.
  • Crianças que não conseguem generalizar os fonemas aprendidos. Ex. consegue produzir o P na palavra PATO mas não na palava pote.
  • Crianças que estão na terapia e que não estão tendo progressos;
  • Crianças com queixas de mastigação – alimentação restrita;
  • Crianças que falam, mas que são totalmente ininteligíveis;
  • Crianças que quando tentam imitar uma determinada palavra, apresentam inconsistências, por ex: ao tentar falar BOLA, pode sair: “óa” “aa”; “tata”; “bo” etc…a cada tentativa vai saindo um jeito diferente!! Talvez essa seja a característica que mais semelhante dos quadros de apraxia dos adultos neurológicos;
  • Crianças que não progridem na terapia “fonoaudiológica tradicional”. Estimulação de linguagem global não dá resultado em crianças com Apraxia ou é um resultado mínimo.

Fono que suspeitam de quadros assim – devem procurar ajuda, devem discutir o caso com profissionais que tem experiência.
Posso dizer que se uma criança com Apraxia não receber a terapia adequada – a possibilidade dela NÃO desenvolver a fala é muito grande. Por isso, o diagnóstico e a intervenção adequada são essenciais!

Dra. Elisabete Giusti

www.atrasonafala.com.br