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Não é fácil receber o diagnóstico da Apraxia

Uma vez ouvi de um pai de uma criança com Apraxia de Fala: “sabe, sempre achei que falar fosse algo natural, automático, “normal” do ser humano…os pais em geral, se preocupam com saúde geral dos filhos, com as vacinas, com a alimentação, com a escola que irão estudar, com a segurança, com o que vão ser quando crescerem…depois do diagnóstico da Apraxia …esqueci tudo isso, minha única preocupação é se um um dia meu filho irá falar…se um dia ele falará com uma criança da idade dele”…parece que abre um buraco no chão…no coração!!!

As crianças precisam de ajuda, de terapia e muita persistência, perseverança, estudo, observação minuciosa de cada detalhe das suas tentativas de comunicação e do envolvimento dos profissionais. Mas os pais, as mães, os irmãos (sim, os irmãos…alguns se sentem deixados de lado…afinal é tanto movimento para o irmão ou irmã com o diagnóstico), os professores também precisam de ajuda! 
Penso que conseguir explicar para os pais o que acontece, o que significa esse diagnóstico e quais os caminhos a seguir …já é uma forma importante de ajudar! Conseguir se colocar no lugar da criança, do pai, da mãe…já é um importante passo. Os profissionais antes das técnicas específicas, precisam ser humanos…

Quantas vezes, que tentamos nos comunicar e não conseguimos, seja pela falta de tempo, seja porque o outro está sem tempo ou porque não está prestando atenção, seja porque somos mal interpretados…ficamos chateados, certo?…Imaginem uma criança que praticamente, todos os dias, experimenta essas situações…

Queridos pais..vocês podem usar nosso grupo para falar e compartilhar esses sentimentos.

Dra. Elisabete Giusti

www.atrasonafala.com.br